this is one of my favorite things of all time (at Pratt Beach)
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Honey, just put your sweet lips on my lips,
We should just kiss like real people do.
(via lyricsinwonderland)
eu te acho tão diferente das outras pessoas que seria até pecado te comparar com todo resto quando tudo em você é tão particular é tão seu é tão único
sei que você erra e que tem defeitos e lados ocultos dentro de si porque isso são coisas inevitáveis no ser humano
mas sei também que isso não é tão ruim quanto soa e que alguns defeitos são interessantes e importantes na construção de cada indivíduo
mas ainda não sei como não se encantar por todos os seus lados e jeitos e manias e tudo aquilo que te faz ser exatamente do jeito que é
é impossível falar em raridade e não lembrar de você e de toda a riqueza de detalhes que mora em cada canto de ti.
é impossível falar em beleza e não lembrar das tuas piadas. do seu cabelo caramelo que cheira a chocolate. dos seus textos não publicados. do seu pijama de bob esponja. da tua voz ou das coisas que você nunca mostrou pra ninguém e que são o reflexo mais verdadeiro de você
eu ainda não descobri qual o seu segredo pra me fazer sorrir com uma facilidade incrível e nem como é possível eu te sentir tanto sem precisar te tocar
muito menos como consegue me deixar à vontade para expor o que mais me dói sem medo do julgamento
quando sempre digo e repito o quanto eu odeio me sentir exposta pra qualquer pessoa
você diz que não tem problema se eu sinto tudo demais e se eu me importo porque isso me faz rara quando a frieza é uma das piores coisas que existe
mas eu digo que isso me dói tanto às vezes e te agradeço por você nunca ter me pedido pra mudar quando todo mundo já faz isso
e nunca vou conseguir te encaixar tão perfeitamente nos meus textos
porque você não nasceu pra caber em nada
porque você é tão imensa e o seus olhos castanhos carregam uma vastidão de segredos que eu nunca saberia desvendar
mas
eu tento.
primeiro, comece se perdoando por ter deixado as pessoas errarem com você: acontece o tempo inteiro. não estamos isentos de sofrer por permitir que os outros entrem na nossa vida e às vezes causem uma bagunça. o ponto é: cabe a você rearrumar a casa, ajeitar a bagunça e partir pra outra.
depois, se perdoe por esse sentimento de que você foi passada pra trás. não é nossa culpa termos o coração gigante e as vontades imensas. se perdoe por sempre colocar seus sentimentos em tudo e em todos, e por ser sempre entrega, quando o mundo inteiro é secura e desinteresse. pare de achar que há algo de errado contigo porque os outros te fizeram acreditar que você era o motivo pra que eles errassem. você não é um erro, você é o caminho. você não é o motivo de falharem com você, você é um ser humano incrível e merece seguir a vida sem peso.
por fim, tente entender que todo mundo erra mesmo. e que você vai errar também. mas que o mais importante: o perdão, por todos os deslizes, e errinhos, e confusões emocionais, vai aparecer no tempo certo. quando você estiver preparado. sem forçar demais, sem parar sua vida pra que ele ocorra. o perdão vem, sim, quando estivermos prontos para encará-lo. quando estivermos dispostos a levá-lo com a gente, a partir de agora leves e tranquilos.não se culpe por demorar tanto.
às vezes ele já está aqui e você ainda não percebeu.
e quem sabe seja a hora dele.
quem sabe.
rodka,
toda vez que eu tomo um porre você aparece pra me carregar nos braços e dizer que eu não tenho mais idade pra despencar de prédios tão altos com minha dignidade a prêmio. você é meu grilo falante, rod. minha sanidade gritando mais alto que meu desespero.
mas, me diz, há quanto tempo estamos nessa? há quanto tempo você vai correndo me buscar nos becos mais sujos da cidade com medo que eu me machuque e quantas vezes eu volto escondida ao lugares pra terminar o que cê não deixou que eu terminasse? quantas vezes nos encontramos nas filas do psicólogo onde eu, com o coração destroçado, tentava mais uma vez me curar?
quantas vezes você desistiu de mim, rodka? e quantas vezes eu te implorei pra voltar?
quantos homens você me assistiu amar e lamber e ajoelhar numa total obediência? e quanta fúria cê sentiu? porque eu sabia te negar três quatro cinco vezes mas pra qualquer um deles eu fui inteira e instantânea
quanto amor você aguentou não receber e quanto amor eu também não me dei porque a primeira história parecia inalcançável e montada pela minha mente criativa e não coerente com a realidade?
quantas vezes você me fez vagar por fotos pra que a gente não esquecesse o primeiro? pra que a gente não esquecesse que o amor vai e volta?
quanta migalha cê comeu?
quantas teve que dividir comigo?
quantas vezes a gente saiu pela cidade, perdidos, porque eu te contaminei com a minha tristeza e você não conseguiu nos controlar?
e quantas vezes a gente riu junto, sentados, bêbados, rezando aos mais infinitos deuses pra que aquele momento fosse o último
para que morrêssemos ali, justos, perfeitos em nossas pequenas doses de felicidade?
como que você ainda me olha com algum respeito mesmo sabendo que eu te mato aos poucos todo sábado domingo feriado de segunda a segunda quando sem coragem pra viver, eu só existo?
por que diabos você ainda me faz esperar pelo amor, rodka?
quando mais do que ninguém você me viu definhar por ele durante todos esses anos, por que insistir?
por que a gente não desiste e segue como se fosse sua obrigação apenas me manter respirando, como se não fosse mais o seu trabalho que a minha vida fizesse sentido.
por que a gente não finge daqui em diante, rod?
não seria tão mais fácil assim?
